Segunda-feira, Novembro 2

Paris 1925

Está aí uma exposição de maior interesse para mim.

A Art Déco 1925 está patente na Galeria de Exposições Temporárias da Fundação Calouste Gulbenkien. Reúne trabalhos dos melhores artistas e mais destacados ateliês seleccionados que estiveram presentes, na sua maioria, na Exposição Internacional das Artes Decorativas e Industriais Modernas, realizada em Paris 1925. Poderemos ver peças de mobiliário, cerâmicas e porcelanas, vidros, pinturas e desenhos, esculturas e jóias, têxteis e ainda livros.


“É dada a palavra a um notável conjunto de criações artísticas Art Déco, designação atribuída bem mais tarde, na década de 60.” (Newsletter da Fundação C Guslbenkien, nº107, Out.09) Art Déco foi um movimento popular do âmbito internacional, de design que ocorreu entre as duas guerras, e que teve manifestação nas várias artes decorativas, e mistura vários estilos entre os quais a Art Nouveau.

Lembro-me de, em mais nova, de confundir Art Déco com Art Nouveau e só depois perceber que a Nouveau foi um estilo integrado da Déco.


Quem não se lembra imediatamente do Chrysler Building, em Nova Iorque (anos 28/30), construído pelo arquitecto William Van Alen?


René Lalique (1860-1945)


Quinta-feira, Outubro 15

nós, os românticos pós modernos




Eu – Não posso de maneira nenhuma estar de acordo contigo. As novas formas de relacionamento e aspirações individuais não compactuam com conceitos como “sacrifício” ou “dedicação”. Além disso a globalização e o consumismo também invadem a esfera dos casais e hoje as circunstâncias são completamente diferentes.

Colega – Estou convicto de que hoje em dia os relacionamentos não duram nada porque não há “sacrifício”, e à mínima adversidade, as pessoas viram as costas e não lutam pela relação.

Foi mais ou menos este diálogo à hora do almoço neste início de semana. Este colega de trabalho a que me refiro é casado e caseiro e a esposa também. E a criança de quase um ano que continua a dar-lhes noites daquelas “bem descansadas”.
Enfim, ironia à parte das noites mal dormidas, há aqui dois conceitos diferentes do amor: um tradicional, outro pós-moderno.

A minha ideia é que já não se morre de amor nos nossos dias, contrariando as personagens Simão Botelho e Teresa de Albuquerque do “Amor de Perdição” de Camilo Castelo Branco. Agora os casais não vivem apenas um para o outro e é frequente gostarem de estar sozinhos, terem tempo para si e fazerem programas exclusivos com a família e os amigos. Diz Zygmunt Bauman que “os laços agora entre as pessoas são agora mais flexíveis e também mais frágeis” (Máxima, Nov.). Acontece frequentemente nesta era pós-moderna, cada um dos elementos do casal viver ou trabalhar em lugares distintos, terem uma relação de fim-de-semana ou simplesmente, outra variante desta modalidade será viver sozinho (na mesma cidade ou zona) mantendo o vínculo amoroso e respeitando o espaço de cada um.

Para Flávio Gikovate, psicoterapeuta, “defende o individualismo, que é visto como uma forma de autoconhecimento e não como forma de egoísmo, indiferença pelo outro.” Alguns casais consideram esta modalidade saudável e vantajosa para apimentar a relação e torná-la criativa (lembra-me aqueles casais de horários trocados, turnos, ou médicos, que só convivem ao fds).

Bom.
Não creio que o amor romântico tenha terminado. Acredito sim que tem vindo a adquirir novas estruturas. As condições de vida assim o modelam. Creio também em casais que vivem felizes em comunhão, mas com rotinas diferentes.
Poderá ser que nos casos de vivências em separado, os indivíduos tenham mais tempo para si e possam distribuir afectos. Acredito que nas relações mais dedicadas, os elementos se entreguem mais um ao outro, se isolem e num acto, direi, mais possessivo, e por vezes inconsciente, afastem-se da família e amigos.
Saudável? A longo termo, não.





Sexta-feira, Outubro 9

o pecado da Miss Tinta

A Ni desafiou os amigos para revelarem o maior pecado.
Pois bem, apesar de já saber que não vou para o Céu porque o Menino Jesus deve estar pouco chateado com as minhas partidas, enfim…

Não foi bem um pecado, foi um quase pecado, uma patifaria!


Local: Lisboa, C.C Colombo, parque de estacionamento.


Preparava-me para pagar o estacionamento quando vi na máquina um ticket e já estava pago. Peguei nesse e deixei o meu ticket por pagar.


Fugi e enfiei-me no carro. Por alguma razão queria ver o que ia acontecer. Aguardei.


Segundos depois apareceu um SLK com um beto lá dentro a olhar para a máquina. Saiu do carro. Pegou no bilhete (deve ter pensado “que sorte, ninguém o levou”) e dirigiu-se para a Saída.


Não sei o que aconteceu depois porque fugi. Mas o pobre (rico) rapaz não deve ter ficado nada satisfeito quando descobriu que o bilhete que tinha não estava pago e não era o seu!


:( Claro está, tive de rezar uma novena!


Não sei hoje porque é que fiz aquilo, acho que foi a pior partida que já fiz.


Oh! beto do SLK, se me estás a ouvir, desculpa lá!

Oh meu Cristinho, daqui para a frente porto-me bem !! Juro !!



Grande ano, Obama !

Academia esmiúça Müeller


Herta Müeller, quem?

É autora de "O homem é um grande faisão sobre a terra" (Cotovia) e "A terra das ameixas verdes" (Difel), os dois únicos títulos disponíveis em Portugal, está longe de ser uma figura literária conhecida do grande público, (exceptuando a Europa Central, segundo o JN), …mais uma vez.

A Academia sueca distingue desta vez uma escrita capaz de "pintar as paisagens dos desfavorecidos". Escritora alemã de origem romena, sabe-se que viveu sob uma ditadura durante 30 anos, o regime de Niculae Ceaucescu, “cuja podridão denunciou em sucessivos livros” (JN). “Estudou alemão e literatura romena na sua terra natal e trabalhou depois como tradutora numa fábrica de Timisoara, antes de ser demitida das suas funções em 1979 por se ter recusado a colaborar com a polícia política de Nicolae Ceaucescu.” (Publico)

Cá está a eleição da Academia para as leituras de Outono. Os títulos desta filha do totalitarismo sugerem qualquer coisa de véu onírico que oculta a censura e o exílio político. Sem querer adiantar algo que me comprometa, o melhor mesmo é folhear qualquer coisinha da "nova" desconhecida.

Herta Müeller, Dickinson College

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Quarta-feira, Outubro 7

hoje no trânsito...

... quase não saio viva!
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Terça-feira, Outubro 6

o descomprometido


“Para começar, vamos falar com um homem que se encaixa no perfil do eterno descomprometido. Perguntámos-lhe por que é que os homens fogem do compromisso. Resposta: «Se há por aí tanta mulher disponível, porque haveria de ter só uma?»
-E tem? Perguntámos.
-Tenho o quê?
-Várias mulheres?
-Não…
Pois é. O nosso entrevistador acabou por concordar que quem está sobretudo disponível é ele e não as “tantas mulheres que andam por aí” e que a ideia de poder ter várias, não passa disso, de uma fantasia masculina. No fim do dia, é apenas um homem sozinho.
(…)
“tal como os espécimes masculinos que fogem ao compromisso, também as mulheres quando não interessadas em comprometer-se, usam os mesmos argumentos: “Não me sinto preparada…ainda estou a recuperar de uma relação que acabou mal… neste momento a minha prioridade é a carreira, etc., etc. …Curiosamente, as mulheres quando ouvem este tipo de argumentos, fingem que aceitam as regras do jogo ou que até estão na mesma frequência e … envolvem-se, esperando estrategicamente que a situação mude a seu favor.”

In: “Eles não querem comprometer-se”, Máxima, Outubro 2009 “

As mulheres e os homens não se comprometem porque não se sentem arrebatados?

E dizer friamente o que pensamos quanto a compromissos? Ou àquela pessoa em questão? Ou talvez não? Dar uma desculpa para suavizar a rejeição?

O que preferimos nós? Paninhos quentes ou honestidade?
O que sei é que falar é uma arte, mas não tem de ser um cenário, nem nenhum novelo de intrigas.


Outra questão ainda: terei lido bem... "fugir ao compromisso"?
Será o "compromisso" um dever social? Um pilar das relações humanas? Um critério pelo qual são os solteiros sujeitos a juízos de valor depreciativos?

Quinta-feira, Outubro 1

facebook

Do it right !

Quarta-feira, Setembro 30

pântano, negociatas e conluios


(...) "Só o mais profundo analfabetismo político, de braço dado com a mais torpe cobardia, explica esta vitória do Partido Socialista. (...)

É de prever que, dentro de pouco tempo, sejamos arrastados para uma situação de miséria nacional irreversível, repito, de miséria nacional irreversível, e por isso deve ser desde já responsabilizado um eleitorado que, de qualquer maneira, há-de levar a sua impudência e a sua amorfia ao ponto de recomeçar com a mais séria conflitualidade social dentro de muito pouco tempo em relação a esta mesma gente inepta a quem deu a maioria. (...)

Talvez por se tratar, na sua grande maioria, de um voto de dependentes directos ou indirectos do Estado, da expressão de criaturas invertebradas que não querem nenhuma espécie de mudança da vidinha que levam e que se estão marimbando para o futuro e para as hipotecas que as hostes socialistas têm vindo a agendar ao longo do tempo. O que essa malta quer é o rendimento mínimo, o subsídio por tudo e por nada, a lei do menor esforço. (...)

Este prémio dado à incompetência mais clamorosa vai ter consequências desastrosas. A vida dos portugueses é, e vai continuar a ser, uma verdadeira trampa, mas eles acabam de mostrar que preferem chafurdar na porcaria a encontrar soluções verdadeiras, competentes, dignas e limpas. A democracia é assim. Terão o que merecem e é muitíssimo bem feito.

O País acaba de mostrar que prefere a arrogância e a banha de cobra. Pois besunte-se com elas que há-de ter um lindo enterro." (...)

Portugal: "pântano dos falhanços, das negociatas e dos conluios"...


in, DN, hoje, "Mais do mesmo" por Vasco Graça Moura


Que fígados! Não posso deixar de sorrir ao ler estas linhas. Concordo que Portugal é um país de oportunistas e piratas. E a responsabilidade do eleitorado, claro que sim. Pois que lhe sirva o barrete.
Que não se vai a lado nenhum sem amigos, é um facto.
Mas e que opções?
Mas, como poder esperar, que a personalidade do chefe(a) de uma tribo seja muito diferente da da própria tribo??

Como dizia o outro, "the ugly truth"...

eu manipulo, tu manipulas, ele...

Está amarrado o burrinho !

Segunda-feira, Setembro 28

quanto mais me bates ...

Desde os meus tempos antigos de professora em que dava aulas (dar, salvo seja, vendia!), que apenas ponho os pés na escola para votar.
E o aspecto continua intacto: desolador, imundo e degradado.
Invariavelmente me passa a ideia que o aspecto traduz a mente... dos portugueses, de Portugal...

E o bombeiro de dentes podres, tez trigueira, olhos claros e fato coçado ajuda-me nas indicações da mesa de voto. À saída, uma maca no chão com moedas... indicações em troca de esmolas.

Frente ao portão, uma nuvem de fumo e o cheiro a fritos, uma pequena fila para farturas.
Mas não havia bandeirinhas, nem chapéus, nem cachecóis, nem sorrisos de feira ou dia de jogo.
Vi um olhar absorto e vazio.

Sem novidade, um partido de esquerda (sem política de esquerda) ganha as eleições.
Lembra-me aquela dona de casa que prefere levar as frequentes tareias, mas manter o casamento.
E o que é as vizinhas poderão vir a pensar?
O que importa é o estatuto!

O vencedor em cumprimento hitleriano.

Segunda-feira, Setembro 21

o casal tartéssico

A NG deste mês trouxe-nos uma descoberta de uma necrópole, Vinha das Caliças, a um quilómetro do futuro aeroporto internacional de Beja, com cerca de 2700 anos, da primeira Idade do Ferro. Foram encontrados sepultados bravos guerreiros tartéssicos e as mulheres depositadas, com bastantes artefactos curiosos: uma conta oculada, contas de prata e de ouro, um fecho de um cinturão de bronze, toucador, pulseiras e fíbula de bronze. Uma fíbula é uma espécie de broche com que os romanos e os gregos prendiam os vestidos.
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Algo curioso e marcante foi a descoberta de escaravelhos ornamentais, resquícios da cultura egípcia, talvez resultado das trocas comerciais do Mediterrâneo. É certo que Tartessos foi a primeira civilização a ocidente conhecida pelos gregos, herdeira da cultura megalítica andaluza, e tinha por linha central o rio Tartessos (que os árabes chamaram de Guadalquivir).
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Dominavam a metalurgia (cobre, prata e bronze) e a pesca, e promoviam o comércio. As contas de colar de pasta vítrea encontradas provêm de centros produtores fenícios implantados ao longo do Mediterrâneo e oriundos de trocas comerciais com colónias fenícias instaladas na Península Ibérica. Entre as 50 sepulturas identificadas destacam-se duas: a nº6, de uma mulher com um recém-nascido ao colo, com as contas de colar e berloques amarelos; e a nº34, de um casal abraçado num gesto afectivo, cuja morte, provavelmente sincrónica, terá sido por assassínio ou outras condicionantes de ordem natural.
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A equipa de arqueólogos e técnicos designou-o de "o casal".
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"New Lovers?/ Vinha das Caliças", arqueohoje
Fonte: National Geographic Portugal, Setembro 2009, Grande Angular, Vinha das Caliças, "O lento despertar".
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Sexta-feira, Setembro 18

allcoolismo


A determinadas horas do dia cirundam o novo objecto e cacarejam, esfregando as mãos, num alarido só anteriormente reportado com a chegada dos garrafões de água e copos de plástico (ou terá sido a máquida de café em segunda mão?)

Quinta-feira, Setembro 17

Alguém sabe ...

...o que é isto ?

Quarta-feira, Setembro 16

Costa Nova

São chamados "palheiros" - casinhas pintadas com listas verticais intercaladas com cores vivas e alegres. A Costa Nova é município de Ílhavo e vale a pela visitar por estas belezas...







Não são um mimo?